Histórias de Sucesso

Doente de 18 anos com problemas de obesidade desde a infância

18 Jun. 2020

O segundo caso de sucesso que o My Obesidade partilha consigo diz respeito a uma doente com 18 anos, cujo peso era inicialmente de 87,1 kg; estatura de 1,59 m; índice de massa corpora (IMS) de 34,45 Kg/m2 e diagnóstico de pré-diabetes. O caso é apresentado pela Prof.ª Doutora Paula Freitas, presidente da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade (SPEO) e especialista do Serviço de Endocrinologia do Centro Hospitalar e Universitário de São João (CHUSJ). Leia o caso na íntegra.


Género: Feminino
Idade: 18
Razão: Doente de 18 anos enviada à consulta de Endocrinologia pelo seu médico de família com a seguinte informação clínica: ”Doente de 18 anos, com problemas de obesidade desde a infância. Seguida em Consultas de Pediatria e Nutrição por obesidade desde a infância.  

Dificuldades:

Refere que teve sempre pouco sucesso. Esta situação causa-lhe muitos complexos, não frequenta a praia, evita sair com os amigos, e inibe-a das atividades sociais. Já tentou várias dietas sem sucesso. Envio para observação e orientação”.

A doente confirmou a história de obesidade com início na infância, com aumento de peso gradual ao longo dos anos. Sem história de amenorreia. Sem outras queixas. Além de intervenção nutricional, exercício físico e apoio psicológico, nunca tinha feito qualquer intervenção farmacológica. Das intervenções nutricionais realça uma em que com uma dieta com baixo conteúdo de hidratos de carbono, perdeu 10 kg em 2 meses , mas posteriormente teve um reganho ponderal da totalidade do peso perdido.

Antecedentes familiares de obesidade nos pais e avós. Referiu que a mãe perdeu recentemente 31 kg com modificação do estilo de vida- dieta e aumento da atividade física-, e terapêutica farmacológica.

Ao exame objetivo, sem estigmas de endocrinopatia ou obesidade de etiologia genética. Peso de 87,1 kg; estatura de 1,59 m; IMC (índice de massa corporal): 34,45 Kg/m2; perímetro da cintura de 98 cm e perímetro da anca 117 cm. Do estudo analítico, apenas de realçar o diagnóstico de pré-diabetes, com uma glicose às 2 horas, na PTGO de 143 mg/dL. Restantes análises sem alterações. Conclui-se tratar-se de obesidade exógena, tendo sido excluída obesidade de causa endócrina.

Resultados:

Após os quatro meses subsequentes, na última consulta (não presencial, devido ao COVID-19), autoreportou um peso de 77 kg.  Referiu que já tinha tido 73,0 Kg, mas que devido ao confinamento, ao encerramento do ginásio e a problemas económicos consequência do COVID abonou a terapêutica. No entanto, referiu que agora, já nesta fase de desconfinamento, começou a praticar atividade física orientada com vídeos da internet, reiniciou o plano alimentar e tenciona retomar a medicação logo que possível do ponto de vista económico já que, segundo refere, que “com a terapêutica farmacológica é muito mais fácil cumprir as orientações da Nutrição”.

Iniciou plano alimentar orientado por Nutricionista, atividade física e iniciou terapêutica farmacológica. Inicialmente fazia apenas marcha, tendo posteriormente iniciado ginásio (3 a 5 vezes por semana). Tolerou bem a medicação. Quatro meses depois, pesava 75,4 Kg (perda de 11,7 kg), o que corresponde a 13,43 % de peso perdido e IMC 29,46Kg/m2.

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