Atualidade
A Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) aplaude a nova diretriz global da Organização Mundial da Saúde (OMS) que recomenda o uso de uma classe de medicamentos para o tratamento da obesidade em adultos.
Um artigo de investigadores da Universidade de Coimbra (UC) chama a atenção para a crescente utilização de adoçantes não calóricos em crianças, uma tendência impulsionada pelos esforços mundiais para travar a obesidade infantil e a crescente incidência de diabetes tipo 2. Apesar de serem amplamente usados como alternativa ao açúcar, estes adoçantes continuam a gerar dúvidas entre especialistas quanto aos seus efeitos a longo prazo na saúde pediátrica.
O estudo "Saúde que Conta 2025" lança um alerta preocupante em Portugal: um em cada sete cidadãos que vive com obesidade não se reconhece como doente. A investigação conclui que este "défice significativo de perceção e conhecimento" sobre a condição crónica representa uma barreira crucial para o seu tratamento e gestão. A 9.ª edição do estudo Saúde que Conta 2025, da responsabilidade científica da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa (ENSP NOVA), com o apoio da Lilly, focou-se em avaliar a relação entre a literacia em saúde, o conhecimento e as atitudes face à obesidade na população portuguesa.
O 29.º Congresso Português de Obesidade estabeleceu um novo recorde de adesão e consolidou-se como um espaço central para a discussão científica sobre a doença. O evento destacou a importância de uma abordagem transdisciplinar, que une médicos, psicólogos, nutricionistas e especialistas em exercício no combate a esta patologia crónica. Veja a fotogaleria.
Promovido pela Lilly durante o Congresso Português de Obesidade 2025, o simpósio “From Weight Loss to Disease Modification: The Promisse of GIP-Based Therapies” contou com a presença de Timo Müller, diretor do Institute for Diabetes and Obesity no Helmholtz Zentrum (Munique), na qualidade de palestrante, bem como de João Sérgio Neves, endocrinologista da Unidade Local de Saúde de São João (Porto) e secretário-geral da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo, enquanto orador e moderador. Os especialistas abordaram o impacto, o mecanismo de ação e a evidência clínica do coagonismo GIP/GLP-1 no tratamento da obesidade.
Foi apresentado o PULSAR PORTUGAL, um estudo nacional, de grande dimensão, sobre diabetes e risco cardiovascular, promovido pela Sociedade Portuguesa de Diabetologia (SPD) e pela Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC). O projeto abrange Portugal Continental e as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, e irá avaliar a prevalência da diabetes e do risco cardiovascular, avaliando uma amostra representativa da população adulta portuguesa, para determinar a prevalência da diabetes e dos principais fatores de risco cardiovascular, bem como a qualidade de vida e a ocorrência de eventos cardiovasculares.
Um estudo recente publicado no American Journal of Physiology‑Endocrinology and Metabolism investigou a relação entre a obesidade materna, o peso ao nascer e a razão entre adiponectina e leptina (AdipoQ/Lep) no sangue do cordão umbilical, sugerindo que este marcador poderia indicar precocemente o risco metabólico na criança.
Um novo estudo conduzido pela Universidade do Porto analisa a evolução das desigualdades socioeconómicas em obesidade entre homens e mulheres em Portugal ao longo de mais de duas décadas (1998‑2019). O estudo indica que, apesar de algumas melhorias gerais, persistem diferenças significativas de prevalência de obesidade associadas ao nível de educação, categoria ocupacional e rendimento.
Falta de equilíbrio da microbiota intestinal e o aparecimento de doenças metabólicas como a obesidade são alguns dos riscos do uso excessivo e incorreto de antibióticos, referem investigadores da NOVA Medical School. Portugal continua a ser um dos países da União EUropeia com maior consumo, registando valores acima da média.
Um estudo recente conduzido pelo EPIUnit ITR, do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, indica que os dados dos Cuidados de Saúde Primários têm grande potencial para apoiar a investigação epidemiológica da obesidade em Portugal, mas também levantam questões importantes sobre a fiabilidade e a completude desses registos.

